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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

 
' E de repente te aparece alguém (assim mesmo, do nada, sem mais nem menos, sem avisar, sem pedir licença, sem ao menos perguntar qual a porta de entrada):
- Vem cá, me deixa colorir sua vida!?
- Mas, como assim, colorir!?
- Me deixa pintar teu céu de azul bem claro, fazer o pôr-do-sol do jeito que você gosta, me deixa fazer um arco-íris, desenhar uma companhia nas suas noites de inverno, aliás, me deixa ser sua companhia! Vem cá, baixa essa guarda, mulher! Fecha os olhos, eu seguro sua mão, te ensino a fazer da vida uma arte!
 
' Tá, então pode vir! Talvez ande mesmo precisando de alguém que ponha meus pés no chão, que me coloque no colo e converse bobagens de vez em quando. Alguém que não tente me mudar, mas goste do jeito que sou. Talvez ande precisando de abraços largos, menos palavras e mais sorrisos. De vez em quando é bom ter alguém pra contar estrelas.
Pode vir, mas vem devagar, vem pela porta dos fundos, de mansinho e sem pressa. Não me tire o ar, me traga fôlego! Não falte, nem transborde! Não me venha com metades nem meias vontades, me venha inteiro e incompleto! Venha, apenas. Talvez precise de alguém que chegue, sem medo de partir.
Tem horas que a gente precisa mesmo é da calmaria... E eu cansei de dar passos largos, agora vou só no ‘miudinho’. Minha única pressa é de ir devagar.